BRASIL NAJAH
A imagem do Brasil e a imagem LGBTQIA+ são frequentemente tratadas como coisas separadas, e esse ensaio existe justamente pra contestar essa separação.
Cada escolha visual, na direção de arte criativa e na fotografia, foi pensada pra colocar esses corpos exatamente onde sempre deveriam estar.
Corpos que por muito tempo foram, e ainda são, marginalizados, na frente das câmeras, com a bandeira do Brasil, no mês do orgulho, em ano de Copa do Mundo.
A imagem do Brasil e a imagem LGBTQIA+ são frequentemente tratadas como coisas separadas, e esse ensaio existe justamente pra contestar essa separação.
Cada escolha visual, na direção de arte criativa e na fotografia, foi pensada pra colocar esses corpos exatamente onde sempre deveriam estar.
Corpos que por muito tempo foram, e ainda são, marginalizados, na frente das câmeras, com a bandeira do Brasil, no mês do orgulho, em ano de Copa do Mundo.
Não é coincidência. Fiz questão disso.
As poses foram inspiradas em pinturas renascentistas, O Nascimento de Vênus e A Criação de Adão, fundidas com a atmosfera ballroom e as poses do vogue. Arte clássica e cultura de resistência no mesmo quadro, com a bandeira do Brasil ao fundo.
Trazer o universo ballroom junto da estética Brasil Core é afirmar que essas pessoas sempre estiveram aqui, sempre tiveram essa força, e que a bandeira é nossa também.
A bandeira do Brasil é nossa.
Direção de Arte e Fotografia: Henrique Genestra (Genèsttrà)
Direção de Arte e Fotografia: Henrique Genestra (Genèsttrà)